Thirteen Things To Do

29 03 2010

Certa vez eu li em um blog o seguinte trecho:

“I love women who can’t sing. I don’t mean the mute, or the tone-deaf, but the type of artist the French politely call a diseuse, i.e. a performer who recites lyrics over music, rather than flat out singing (although when they sing, it is flat).”

Neste mesmo post, o autor do texto citou 2 artistas das quais gosto muito: Virna Lindt e Cristina.

Cristina Monet, que foi casada com Michael Zilkha (fundador da ZE Records), teve uma uma das capas de seu album fotografada por Jean-Paul Gaude, um fotógrafo francês que fez algumas das capas mais famosas de Grace Jones (inclusive, o a capa do album “Slave To The Rhythm” utiliza a mesma técnica aplicada na imagem do álbum “Sleep It Off” de Cristina)


 

 

O som de Cristina passeia entre Disco Music e até o chamado No Wave, recheado de sintetizadores. Abaixo o single “Disco Clone”, que foi o um dos lançamentos da ZE Records e contém uma participação de Kevin Kline que parece seduzir a ofegante Cristina.

 

 

Virna Lindt é uma cantora, designer, jornalista, tradutora, enfim… uma artista multimídia suéca. Conheci uma de suas principais músicas “Attention Stockholm” em uma coletânea dedicada a cena independente punk / post-punk. Sua imagem era comparada a uma “Hitchcock Blonde” pelo seu ar misterioso. Parecia encarnar uma espiã como personagem (uma característica notada em alguns músicos dos anos 80, como por exemplo Thomas Dolby que adotava a imagem de um cientista).

Posteriormente pretendo me dedicar mais a esta cantora por gostar muito de seu trabalho. Mas agora gostaria de falar de uma música apenas: “Thirteen Things To Do” que faz parte de uma coletânea dedicada a Sebastian Bach. Lançada pela EMI da Holanda em 1995, Bachology traz uma música de Vrina Lindt 10 anos depois do lançamento de seu última álbum (Play/Record – 1985).

“Thirteen Things To Do” traz uma parte de “Ave Maria” que se mistura com batidas lentas e sintetizadores de som etéreo. A voz de Virna Lindt surge sussurrando 13 coisas que ela precisa fazer dentre as quais estão presentes “Miles to Go”, “Steps to Take”, “Things to Steal”, “Hands To Hold”.

Essa combinação de Bach, sussurros e de um tom “Profano” tornam a música uma experiência agradável aos ouvidos, justamente por fugir deste meio atual onde as cordas vocais desesperadas sobressaem todo o tipo de instrumento.

As vozes acompanham a batida e o sintetizador sussurrando até o final da música, tentando comunicar o incompreensível.

OBS: Trecho acima retirado do blog

http://lineout.thestranger.com/2007/06/the_mysterious_virna_lindt_returns

Thomas








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