
Ruben Brulat
“Gostaria de nunca tê-lo conhecido” disse ele.
Enjoou dos maços de cigarro e de todo o aroma de artificialidade presente no ambiente. Olhou e ouviu de novo o inevitável, o amargo, o vazio do qual não conseguia fugir (podia… podia sim, mas as pernas mais pareciam dois anexos gigantes e inúteis naquele corpo estranho).
“Preciso sair daqui”.
Fechou os olhos. Por um momento respirou fundo e sentiu uma brisa leve e verdadeira naquele cubo de morte vagarosa. Não podia abri-los novamente para não cair na piscina de azeite com o seu corpo machucado.
“Só queria encontrar alguma motivação”.
De que adianta querer algo que já possuía mas não sabia manejar?
De que adianta querer algo que já possuía mas não sabia manejar?
De que adianta?
Adianta?
Adianta.
Thomas